10 mil residentes querem sair da China e levam 47 mil milhões de euros – Ásia

Cerca de 10 mil residentes da China querem sair do país e, juntos, têm mais de 47 mil milhões de euros em património. Mas que motivos os levam a querer sair? Em causa estão razões ligadas à pandemia, nomeadamente no que toca à política de covid-19 na China – onde tem havido sucessivos confinamentos , bem como uma desaceleração económica proveniente desses lockdowns.

De acordo com a Bloomberg, para estes “ricos” da China o que está em causa não são as razões que os levam a sair mas sim se conseguirão sair. Segundo a consultora de investimentos em migrações Henley & Partners estima-se que 10 mil residentes no país planeiem abandoná-lo, levando consigo 47 mil milhões de euros – esta será a segunda maior saída de dinheiro de um país desde o início da invasão russa da Ucrânia (em primeiro está a Rússia).

Advogados especialistas em migrações explicam que apesar de o regime chinês não ter explicitamente piorado as condições de saída do país, estas têm-se tornado cada vez mais complexas. Por exemplo, o tempo que demora a fazer um passaporte tem aumentado, a par com  o tempo de emissão dos documentos necessários.

Da mesma forma, retirar largas quantias monetárias da China também se tem tornado complexo, devido por exemplo a um recuo da banca internacional, que anteriormente se mostrava mais disponível para ajudar os residentes a fugir à burocracia, através de acordos e trocas privadas – algo que deixou de acontecer.

A Bloomberg adianta, citando fontes de bancos chineses, que o número de consultas sobre regulamentação para se poder sair do país aumentou de três para cinco durante a pandemia, quando Xangai se encontrava em confinamento.

Num sinal semelhante, o milionário Huang Yimeng, CEO da empresa de videojogos XD, anunciou através de uma nota nas redes sociais aos seus trabalhadores que planeia sair da China.

Entre os destinos favoritos estão os Estados Unidos, Singapura e Europa. No Velho Continente, os países mais atrativos são os que têm os requerimentos para investimento mais baixos, tais como Espanha, Portugal ou Irlanda.

Ainda assim, este não é um caminho fácil, já que o governo chinês tem limitado viagens não essenciais desde o final de 2020, justificando com a covid-19.





Source link

Deixe o seu comentário


O seu endereço de email não será publicado.