Biden se encontra com príncipe da Arábia Saudita e diz que não tolera outro caso semelhante ao do jornalista assassinado em 2018 | Mundo


O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta sexta-feira (15) que pôs o caso do do jornalista Jamal Khashoggi, assassinado em 2018 na embaixada da Arábia Saudita na Turquia, “no topo da reunião” com o príncipe-herdeiro saudita Mohamed bin Salman.

“O que ocorreu com Khashoggi foi escandaloso. Deixei claro que se voltar a ocorrer algo assim haverá uma resposta e muito mais”, disse Biden após a reunião com Bin Salman, a quem a Inteligência americana considera o instigador da morte do jornalista.

Biden se reúne com príncipe saudita em meio a críticas

Assassinato de jornalista

A inteligência dos EUA concluiu que Mohamed bin Salman aprovou diretamente o assassinato em 2018 do jornalista Jamal Khashoggi, do “Washington Post”. O príncipe herdeiro nega ter um papel no assassinato.

Na quinta-feira, o presidente dos EUA disse que sua posição sobre o assassinato de Khashoggi era “absolutamente” clara.

Há menos de dois anos, Biden afirmou que a Arábia Saudita se tornaria um país “pária” no cenário global. Agora, os EUA tentam redefinir seu relacionamento com os sauditas.

Biden disse que levantaria a questão dos direitos humanos na Arábia Saudita, mas não afirmou especificamente se abordaria o assassinato de Khashoggi com os líderes do país.

Biden começou nesta sexta-feira uma visita à Arábia Saudita. Assim que viu o príncipe, o cumprimentou com os punhos fechados e trocou um aperto de mãos com o rei Salman.

Interesses em energia e segurança levaram Biden e seus assessores a decidir não isolar o gigante do petróleo do Golfo Pérsico, que vem fortalecendo os laços com a Rússia e a China.

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, diminuiu as expectativas de qualquer aumento imediato na oferta de petróleo para ajudar a reduzir os altos custos da gasolina e aliviar a mais alta inflação dos EUA em quatro décadas.

Biden quer “recalibrar” as relações de Washington com a Arábia Saudita e não rompê-las, enfatizou Sullivan.

Biden também foi recebido pelo príncipe Khalid al-Faisal, governador da província de Meca, que inclui a cidade de Jeddah, no Mar Vermelho.

O presidente dos EUA então se dirigiu ao palácio real, onde a TV saudita o mostrou trocando um cumprimento de punho com o príncipe herdeiro e depois apertando a mão do rei.

No início da viagem de Biden ao Oriente Médio, as autoridades disseram que ele evitaria contatos próximos, como apertar as mãos, como precaução contra a Covid-19, mas o presidente acabou se envolvendo em apertos de mão em sua parada anterior, em Israel.

Hatice Cengiz, que era noiva de Khashoggi quando ele foi assassinado, criticou o presidente por se encontrar com o líder da Arábia Saudita. Ela afirmou em uma rede social que o americano tem as mãos manchadas com o sangue da próxima vítima do príncipe.

Ela escreveu um post imaginando como seria a reação de Khashoggi ao encontro de Biden: “É esta a forma de prestar contas que você prometeu pelo meu assassinato? Você carrega em suas mãos o sangue da próxima vítima de MBS” (sigla do príncipe Mohammed bin Salman).



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