Bolsas europeias fecham em queda com impacto do relatório de emprego dos EUA | Finanças

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As principais bolsas europeias fecharam em queda na última sessão da semana, após a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, o chamado “payroll“, que indicou uma criação de postos de trabalho bem acima das expectativas dos analistas consultados pelo “Wall Street Journal”. O indicador serve de parâmetro para avaliar a saúde da economia americana e era esperada uma desaceleração do número de empregos.

O índice Stoxx Europe 600 fechou em queda de 0,76%, a 435,72 pontos. O FTSE 100, índice de referência da bolsa de Londres, caiu 0,11%, a 7.439,74 pontos, o DAX, da bolsa de Frankfurt, recuou 0,65%, a 13.573,93 pontos, o CAC 40, de Paris, retraiu 0,63%, a 6.472,35 pontos, e, em Milão, o FTSE MIB fechou em queda de 0,26%, a 22.586,88 pontos. Na contramão de seus pares, o Ibex 35, de Madri, subiu 0,08%, a 8.168 pontos.

O setor de mídia teve a maior queda entre os segmentos do Stoxx 600, com retração de 2,04%, seguido do segmento de produtos e serviços de consumo, que recuou 1,92%. O setor bancário teve a maior alta, com valorização de 0,83%.

Os Estados Unidos criaram 528 mil vagas de trabalho em julho, de acordo com o relatório do payroll, divulgado nesta sexta-feira (5) pelo Departamento do Trabalho dos EUA. O dado indica uma criação de postos de trabalho bem acima da expectativa dos economistas consultados pelo “Wall Street Journal”, de 258 mil vagas, e ficou também bem acima da criação de 398 mil vagas da leitura revisada de junho.

O relatório apontou que a taxa de desemprego nos EUA caiu a 3,5%, recuando dos 3,6% de junho, e contrariando a expectativa de consenso, de leitura estável. A força do mercado de trabalho nos EUA tem sido apontada pelo Federal Reserve (Fed) como um dos principais motivos pelos quais o BC americano não acredita que o país esteja em recessão, e esta leitura reforça o argumento de que o Fed ainda tem espaço para continuar elevando os juros.

Em meio à possibilidade da manutenção do aperto monetário nos Estados Unidos, o Banco da Inglaterra (BoE, o BC britânico) elevou, ontem, a taxa de juros de referência do Reino Unido em 0,50 ponto percentual, para 1,75%, como era amplamente esperado pelos investidores. A autoridade monetária britânica também projetou uma recessão a partir do quarto trimestre deste ano e avançando até 2023.

Com base nos dados da produção industrial dos países europeus que foram publicados nesta sexta-feira, a Oxford Economics estima que a produção industrial da zona do euro cresceu 0,2% no mês de junho e 0,3% no segundo trimestre. “Mas, dada a diminuição da demanda, a deterioração do sentimento e uma crescente probabilidade de alguma forma de racionamento de gás durante os meses de inverno, esperamos que a indústria da zona do euro entre em recessão na virada do ano”, acrescentou a consultoria.

A empresa alemã de serviços postais Deutsche Post anunciou que os seus lucros cresceram no segundo trimestre e superaram as expectativas dos analistas. Com isso, as ações da companhia fecharam em alta de 4,56% nesta sexta. A empresa britânica de publicidade WPP Group fechou em forte queda de 8,76% após a divulgação de balanços negativos.

Hoje foram divulgados os dados da produção industrial da França, que cresceu fortemente em junho, superando as previsões de contração, apesar dos problemas da cadeia de suprimentos e da crise de energia.

De acordo com dados divulgados hoje pela agência de estatísticas do país, o Insee, a produção industrial total — composta pela produção de manufatura, energia e construção — aumentou 1,4% em relação ao mês anterior. Economistas consultados pelo “Wall Street Journal” esperavam que o indicador caísse 0,2% no mês.

— Foto: Luke MacGregor/Bloomberg

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