Bolsonaro diz que carta da Fiesp pela democracia é “nota política em ano eleitoral” | Política


O documento surge após reiterados ataques de Bolsonaro contra o sistema eleitoral e ameaças veladas de que pode desrespeitar o resultado das eleições caso saia derrotado.

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O texto se soma a uma outra carta firmada por banqueiros, artistas, intelectuais e milhares de integrantes da sociedade em favor da democracia. A divulgação desses documentos está prevista para 11 de agosto, em atos separados, na capital paulista.

Ao criticar a iniciativa, Bolsonaro se referiu ao fato de Josué Gomes da Silva, presidente da Fiesp, ser filho de José de Alencar, que foi vice-presidente nos dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre 2003 e 2010.

“Nós somos pela transparência, pela legalidade, respeitamos a Constituição. Tem gente que se irrita comigo quando eu digo “estamos dentro das quatro linhas”. Então, eu não entendi essa nota, que foi patrocinada pelo nosso querido filho do ex-vice presidente do Lula, o senhor José de Alencar. O senhor Josué Gomes da Silva, presidente da Fiesp, que fez essa nota”, disse Bolsonaro. “Agora, é uma nota política em ano eleitoral.”

Reação de Bolsonaro ocorre após crescente apoio da sociedade civil a manifestos em favor da democracia — Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

Tentando relacionar seu principal rival na eleição de outubro à corrupção, Bolsonaro ironizou questionando se “é melhor democracia com ladrão do que o outro regime honesto”.

“Não consigo entender. Estão com medo do quê, se eu estou há três anos e meio no poder. Nunca teve uma palavra minha, uma ação, um gesto… Nunca falei em controlar a mídia, controlar as mídias sociais, democratizar a imprensa. Nunca. Por quê isso aqui?”, disse. “Uma nota político-eleitoral, que nasceu lamentavelmente na Fiesp em São Paulo.”

Em outra crítica ao STF, Bolsonaro criticou o que chama de “desequilíbrio” entre os Poderes que, segundo ele, existe no Brasil.

“Se [a nota da Fiesp] não tivesse um viés político essa nota eu assinaria. Mas se voltou para um lado de defesa de um outro Poder”, disse. “Eu acho que o equilíbrio entre os poderes tem que existir. E nós sabemos por onde é que anda o desequilíbrio aqui no Brasil.”



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