Bombril acumula queda de 25% na Bolsa no ano e vale R$ 315 milhões | Empresas


A fabricante de produtos de limpeza Bombril deve divulgar os números de suas vendas do segundo trimestre nos próximos dias. No primeiro trimestre deste ano, a companhia, que vive situação financeira delicada, conseguiu aumentar as vendas e reduzir seu prejuízo. No ano, a ação da Bombril acumula perda de 25,77%, negociada a R$ 1,21. O valor de mercado da companhia passou de R$ 317,8 milhões no pregão de sexta-feira para os atuais R$ 315,3 milhões desta segunda-feira.

De janeiro a março deste ano, as vendas da Bombril cresceram 36,5%, para R$ 310, milhões, na comparação com o mesmo período de 2021. Esse crescimento de receita é explicado pela combinação de aumento de 19,06% em volumes, para 102,2 milhões de toneladas, e um “realinhamento de preços para recomposição de margens”, segundo a empresa. Esse volume ainda é 13,08% menor do que o registrado em 2019, o que a companhia diz demostrar ainda “um importante caminho a percorrer” em relação a participação de mercado.

Com isso, a companhia conseguiu reverter o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) que estava negativo em R$ 1,5 milhão para um resultado positivo de R$ 8,3 milhões.

Assim, no primeiro trimestre do ano, o resultado líquido apresentou ligeira melhora. Passou de um prejuízo de R$ 26,3 milhões em 2021 para um prejuízo de R$ 24,7 milhões.

De acordo com a consultoria PwC, que audita os resultados da empresa, o prejuízo acumulado da Bombril ao fim de março era de R$ 1,17 bilhão. Na análise do balanço do primeiro trimestre, a consultoria chama atenção para o “excesso de passivos sobre ativos circulantes”, no montante de R$ 249,5 milhões na controladora e R$ 248,1 milhões no consolidado, e passivo a descoberto no valor de R$ 202,95 milhões. “Parte substancial desse passivo a descoberto se refere a empréstimos e financiamentos, os quais precisam ter seus prazos de pagamento renovados para permitir um alinhamento entre os fluxos de pagamentos de principal e juros com a disponibilidade e a geração de caixa da companhia.”

A Bombril é dona de 16 marcas, incluindo a palha de aço que leva seu nome e produtos das marcas Limpol, Mon Biju e Sapólio Radium. São 240 itens de limpeza em diferentes categorias. Além do mercado brasileiro, a empresa exporta para mais de 10 países, como Estados Unidos, Japão, Angola e Venezuela.

O grupo tem três fábricas no país: São Bernardo do Campo (SP), Sete Lagoas (MG) e Abreu e Lima (PE). Ao fim de março, segundo a empresa, eram 2.705 postos de trabalho, sendo 2.254 colaboradores diretos e 451 terceirizados.

Na manhã de hoje, a empresa negou que irá ingressar com um novo pedido de recuperação judicial. Também negou que houve renúncia de toda sua diretoria. No dia 14 de julho, o presidente executivo, Antonio Carlos Tadeu Werneck de Oliveira, renunciou ao cargo, que ocupava desde junho do ano passado.

“A companhia esclarece que tem seguido o seu direcionamento estratégico em defesa de suas margens e do crescimento sustentável de seus volumes de vendas, além de conduzir análises em busca da melhoria de sua estrutura de capital”, disse a empresa em documento publicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com a empresa, a dívida tributária de R$ 5 bilhões encontra-se em discussão judicial e está com a sua exigibilidade suspensa, com a situação não se alterando desde a divulgação das últimas demonstrações financeiras.

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Bombril — Foto: Reprodução/Facebook



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