Costa Silva: Não se pode exigir às empresas aquilo que não podem pagar – Economia

O ministro da Economia não tem dúvidas de que é preciso aumentar o salário médio em Portugal, mas sublinha que para tal é preciso dar condições de maior competitividade às empresas, nomeadamente ao nível do IRC. 

No atual contexto de crise, em que a inflação pesa e os custos de contexto sobem, António Costa Silva reconhece que não se pode pedir às empresas um aumento do salário médio sem dar nada em troca que lhes permita ganhar competitividade.

“A questão dos salários é muito importante. Eu penso que a ideia do senhor primeiro-ministro é clara – ele quer um país com empresas mais competitivas e, também, com salários mais competitivos. Agora, nós não podemos exigir às empresas aquilo que elas não podem pagar”, afirmou António Costa Silva em entrevista ao Negócios e à Antena 1. Por isso, acrescentou o governante, “é preciso libertá-las de alguns constrangimentos fiscais”. 

O repto foi lançado pelo primeiro-ministro num encontro com jovens, no início de junho, e mereceu muitas críticas do patronato. António Costa defendeu que é preciso subir o salário médio em 20%, nos próximos quatro anos, para aumentar o peso dos salários no PIB de 45% para 48%, atual valor de referência na União Europeia.

Sem discordar do chefe do Executivo, o ministro da Economia admite ver na Concertação Social “uma grande consonância de todos os parceiros na questão da valorização salarial”. “É por isso que as medidas para combaterem a inflação, para dar mais suporte a todo o desenvolvimento das empresas sobre o orçamento, são cruciais, mas nós também precisamos de salários mais competitivo”, defendeu no programa Conversa Capital.

Na mesma entrevista, Costa Silva afirmou que “é preciso fazer mais para combater a inflação”, mas frisou que  esta deve ser lida tendo em conta outras variáveis, como o PIB, a dívida pública, o défice e o emprego. Para o ministro, as projeções do PIB para este ano são boas, mas “é preciso evitar a queda” prevista para o próximo ano. Nesse sentido, recomenda “cautela” e “prudência” e defende uma articulação entre a política monetária e orçamental na resposta a famílias e empresas.

Já sobre a possibilidade de tributar as grandes empresas nomeadamente da energia e da banca, pelos lucros extraordinários obtidos, uma medida que o ministro já defendeu e que deverá avançar em Espanha, Costa e Silva diz que é preciso estudar o pacote todo para decidir se a medida deve avançar ou não no próximo Orçamento do Estado.





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