Detentas denunciam estupro após guarda permitir acesso de presos a ala feminina em prisão nos EUA | Mundo


Várias detentas de uma prisão de Indiana, nos Estados Unidos, dizem ter sido agredidas sexual e fisicamente por horas em outubro do ano passado. Segundo a denúncia apresentada por elas à Justiça Federal, os presos da ala masculina pagaram US$ 1.000 a um agente penitenciário por chaves para acessar as unidades habitacionais das mulheres.

Ainda em outubro, oito presas abriram um processo no qual detalharam alegações de estupro, agressão e intimidação na prisão do condado de Clark, na cidade de Jeffersonville. Outro processo foi aberto na segunda-feira, cerca de um mês depois que 20 mulheres entraram na Justiça com uma ação separada com acusações semelhantes.

De acordo com os documentos do tribunal, os homens cobriram seus rostos e as violentaram durante horas. Ao menos duas delas foram estupradas. “Curiosamente, apesar da presença de câmeras de vigilância […], nenhum dos agentes de segurança apareceu para ajudar naquela noite”, afirmam as denunciantes.

Um guarda, que chegou logo depois que os agressores saíram, manteve as prisioneiras com as luzes acesas por 72 horas. Nos dias posteriores, objetos pessoais das detentas foram confiscados.

As mulheres exigem na Justiça uma indenização pela “violação de seus direitos civis” e processos contra o guarda David Lowe e o xerife do condado, Jamey Noel, que, segundo elas, falhou com seu dever de protegê-las.

Lowe foi demitido e acusado pelo departamento de Justiça de Indiana por negligência no cumprimento do dever e por fazer acordo com um detento.

“As falhas sistêmicas permitiram que vários assediadores do sexo masculino andassem livremente pela prisão por várias horas, resultando em uma noite de terror para as acusadoras e outras vítimas”, afirma o processo mais recente.

Stephen Wagner, advogado do primeiro processo, afirmou que as mulheres não denunciaram imediatamente o ataque por causa das ameaças feitas pelos prisioneiros do sexo masculino.

“Elas estavam com medo de que os presos cumprissem suas ameaças e voltassem naquela noite”, afirmou ele. “As mulheres não se sentiram nada confortáveis ​​ou seguras em relatar o que aconteceu nos dias que se seguiram a este incidente.”



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