Dólar opera em alta, com cenário no mercado exterior | Finanças


Após apresentar bastante volatilidade mais cedo, o dólar comercial conseguiu se firmar no campo positivo, em leve alta. Pela manhã, o mercado de câmbio local foi influenciado pelo comportamento da divisa americana no exterior – na medida em que investidores avaliavam dados americanos – ao mesmo tempoem que era balizado pelas disputas de formação da Ptax de fim de mês.

Perto das 13h15, o dólar subia 0,35%, sendo negociado a R$ 5,1933 no mercado à vista. Na máxima, foi a R$ 5,2130. Já o dólar futuro para setembro recuava 0,07%, aos R$ 5,2290.

O dólar comercial passou a subir contra o real quando o índice DXY, que mede o comportamento do dólar contra uma cesta composta por seis divisas principais, avançou. O movimento ocorreu quando os agentes do mercado lá fora avaliavam os dados do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. “Os investidores com posições compradas reagiram”, disse o operador de câmbio da Fair Corretora, Hideaki Iha, comentando a reação local.

Conforme o movimento do índice DXY foi arrefecendo, o dólar foi reduzindo a alta no mercado local. No mesmo horário mencionado acima, o DXY recuava 0,35%, aos 105,98 pontos.

Na comparação com outras moedas emergentes, o dólar exibe comportamento similar ao visto contra o real. A moeda agora sobe 0,45% ante o peso mexicano, 0,57% contra o rand sul-africano e 1,00% ante o rublo russo, mas recua 0,20% contra a lira turca.

O avanço da divisa americana veio após os dados de inflação pelo índice PCE dos EUA indicarem alta de 1% em junho em relação a maio. O indicador mostrou aceleração em relação ao número de 0,6% registrado em maio e de 0,2% de abril. A expectativa dos economistas consultados pelo Wall Street Journal era de uma alta de 0,6%.

Apesar do avanço de hoje, o dólar acumula queda de mais de 5% na semana contra o real, refletindo a agenda forte de dados dos últimos dias.

Ontem, a primeira leitura do PIB anualizado dos EUA indicou uma contração de 0,9% no segundo trimestre. O número foi pior do que o crescimento de 0,3% esperado por economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”.



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