Europa e Wall Street no vermelho. Dólar a um passo da paridade com o euro. – Mercados num minuto

Wall Street arranca no vermelho em vésperas de arranque da “earnings season”

Wall Street arrancou a sessão no vermelho, à medida que os investidores se preparam para o arranque da “earnings season” esta semana. O mercado teme que os lucros das companhias norte-americanas estejam sob pressão, devido a um possível abrandamento económico, provocado pelo aumento agressivo das taxas de juro por parte da Reserva Federal norte-americana (Fed).

 

O industrial Dow Jones derrapa 0,19% para 31.276,34 pontos, enquanto o “benchmark” S&P 500 desvaloriza 0,84% para 3.866,19 pontos. Já o tecnológico Nasdaq Composite perde 1,60% para 11.448,74 pontos.

 

Entre os principais movimentos de mercado, destaca-se a queda de 6,87% para 34,32 dólares do Twitter, depois de este domingo, Elon Musk ter deixado cair a compra da rede social por 44 mil milhões de dólares. Alguns analistas citados pela Bloomberg apontam mesmo que os títulos da companhia possam cair abaixo da fasquia dos 30 dólares, se o acordo falhar por completo.

 

O Citigroup e o Morgan Stanley estão divididos sobre a potencial impacto positivo desta época de resultados no desempenho das ações norte-americanas. Para os estrategas do banco de investimento, é possível que o S&P 500 termine este ano nos 4.200 pontos, 7,7% acima da última cotação de fecho e uma queda de 12% para todo o ano.

 

O Citi acredita que a economia norte-americana irá permanecer resiliente no segundo semestre deste ano, apontando para que o risco de recessão seja mais provável no início do próximo ano. Os especialistas observam que existe uma forte correlação entre a trajetória da política monetária da Fed e o crescimento dos lucros das empresas – no passado, por norma, os lucros das empresas sobem, enquanto caem quando o banco central adota uma política “dovish” em resposta a uma economia mais fraca.

 

“A aceleração da inflação que começou há cerca de um ano foi sobretudo um impulso positivo para o crescimento dos lucros”, escrevem os estrategas citados pela Bloomberg. “Não esperados um novo paradigma neste momento, mas achamos que a curto prazo os ventos a favor dos lucros devem continuar”, defendem.

 

Já o Morgan Stanley adota uma visão mais pessimista  e apontam para que o valor justo do S&P 500 se fixe entre 3.400 pontos e 3.500 pontos, “in limine” 3.00 pontos num cenário de recessão, uma queda de 23% até ao final do ano face à última cotação fecho. Os estrategas alertam para o facto de as ações enfrentarem um grande desafio: o “rally” do dólar.





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