Festival LED: ‘Futuro do Brasil vai ser decidido em sala de aula’, diz Eduardo Giannetti | Brasil

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No encerramento do Festival LED, o economista Eduardo Giannetti defendeu que o futuro vai ser decidido em sala de aula. Por isso, ele afirma que o país precisa repensar a pedagogia brasileira — marcada, segundo ele, exageradamente pela memorização — e valorizar os professores.

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— Isso significa pagar mais e de melhorar o prestígio social. Precisa melhorar o processo de recrutamento e investir demais em teinamento pernamente. Não existe boa escola sem boa formação de professores. É por aí que tudo começa — afirma.

O especialista realizou um panorama geral dos desafios e possibilidades da educação brasileira. Ele lembrou que, atualmente, seis milhões dos jovens de 18 a 24 anos não completaram o ensino médio e quatro milhões estão desempregados. Esses 10 milhões de adultos correspondem a metade dos brasileiros nessa faixa etária.

Primeira edição do Festival Led realizada no Museu do Amanhã e no Museu de Arte do Rio — Foto: Márcio Alves/Márcio Alves

— É preciso lembrar que o Brasil universalizou a educação básica no final do século 20, um século depois dos EUA, e aqueles que se formam saem das escolas sem terem aprendido o que deveriam — analisou o economista. — Somos um país em que a educação e o conhecimento nunca tiveram a centralidade da vida pratica da sociedade.

Na avaliação dele, há que se considerar neste momento a transição demográfica pela qual o Brasil vive. Isso porque o país viveu uma enorme explosão demográfica desde 1950. No entanto, esse boom foi interrompido com uma queda abrupta na taxa de fecundidade brasileira, que baixou de três para dois o número de filhos por mulher.

— Isso significa que ao longo do tempo o Brasil vai ter menos crianças e mais idosos. Para ter uma noção, o país tinha 6,1% de habitantes com mais de 60 anos em 1980. Em 2050, será 29%. Por isso, é urgente que a produtividade cresça até lá — explica.

No entanto, há uma notícia boa com a transição demográfica, diz Giannetti. De 2005 para 2020, as redes municipais e estaduais tiveram, no primeiro ciclo do fundamental (do 1º ao 5º ano), passaram de 16,7 milhões de alunos para 11,9 milhões. Com cada vez menos alunos, só é preciso manter o gasto total para que o investimento por aluno cresça.

— O Brasil de fato precisa investir mais. Mas precisa gastar melhor. Países com renda similar ao nosso têm resultados melhores no Pisa. E isso é muito preocupante — aponta.

Segundo ele, para o Brasil “viver a altura do que nós somos” é preciso dar à educação e ao conhecimento o lugar que lhe cabe.

— Sem isso, tudo mais fica muito frágil. Parte fundamental desse processo é o reconhecimento e valorização e assimilação por todos nós do extraordinário legado africano e indígena que permanece vivos na sociedade e cultura brasileira.

De acordo com o Giannetti, o que nos dá a promessa de originalidade e grandeza é a “capacidade de combinação, fusão e intercâmbio de culturas muito diferentes que por, caminhos muitas vezes cruéis, sobreviveram e estão vivas e podem nos oferecer uma condição muioto diferenciada para melhor em relação ao padrão ocidental técnico consumista”.

— O Brasil é portador de uma coisa inexplicável. Somos portadores da vida como um dom da celebração imotivada. É um dom brasileiro. Mas sem cuidarmos do essencial, que é a formação humana de cada criança e jovem brasileiro, não vamos viver a altura desse dom que é muito fruto do legado afroindígena que permaneceu vivo e pulsa em toda a cultura brasileira — resumiu.

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