Indígena é nomeada juíza da Suprema Corte do Canadá pela primeira vez | Mundo

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O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, nomeou nesta sexta-feira (19) a juíza indígena Michelle O’Bonsawin para integrar o Supremo Tribunal. A escolha, inédita na história do país, ocorre em meio a um processo de reconciliação entre os canadenses e seus povos originários.

Membro da Primeira Nação Odanak, em Quebec, a juíza fazia parte do Tribunal Superior de Justiça de Ontário desde 2017 e fala francês e inglês. “Com satisfação, anuncio a nomeação da juíza Michelle O’Bonsawin para a Suprema Corte do Canadá, um organismo reconhecido em todo mundo por sua solidez, excelência e independência”, disse Trudeau em nota.

O’Bonsawin se especializou em várias áreas no decorrer de sua carreira, entre elas saúde mental e direitos humanos. “Como uma mulher indígena que cresceu no norte de Ontário, percebi a necessidade de pessoas dedicadas a impostarem sua voz para representar aqueles que não podem falar por si mesmos”, escreveu em sua carta de apresentação de candidatura divulgada pelo governo.

O ministro da Justiça, David Lametti, manifestou seu apoio, chamando a medida de “um momento histórico para a (Suprema Corte do Canadá) e para todo o Canadá”, no Twitter.

A decisão ocorre no momento em que o Canadá procura abordar a representação de povos indígenas em suas prisões. Os adultos indígenas representam 5% da população geral do país, mas 30% de sua população encarcerada federalmente.

A Suprema Corte do Canadá tem nove juízes, incluindo um chefe de justiça, e os membros podem atuar até a idade de 75 anos. Um conselho consultivo apartidário recomenda candidatos, mas os juízes são nomeados pelo governo.

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