“Ninguém quer rompimento, ninguém quer ruptura”, diz Bolsonaro | Política


Um dia antes de participar de uma reunião sobre processo eleitoral e urnas com embaixadores de outros países, o presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo que não é entusiasta de uma ruptura democrática no país. Sem citar nomes, ele insinuou que outros têm interesse no rompimento.

O chefe do Poder Executivo ainda questionou declarações recentes do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, de que o Brasil pode passar por um episódio de ataques às instituições ainda mais grave do que o ocorrido na invasão ao Capitólio.

No ano passado, a sede do Congresso dos Estados Unidos foi invadida por apoiadores do ex-presidente Donald Trump enquanto deputados e senadores faziam a contagem oficial dos votos recebidos pelo presidente eleito Joe Biden no colégio eleitoral.

“Quando o Fachin diz que podemos ter um novo Capitólio, o que ele quer dizer com isso aí? Só faltou ele falar [que se] Lula presidente, eu vou invadir o TSE. Só faltou falar isso aí. Ninguém quer rompimento, ninguém quer ruptura. Ninguém quer, não. Nós não queremos”, disse Bolsonaro a jornalistas.

Convidado para participar do encontro entre Bolsonaro e embaixadores, Fachin declinou de participar do encontro sob a alegação de que “na condição de quem preside o tribunal que julga a legalidade das ações dos pré-candidatos ou candidatos durante o pleito deste ano, o dever de imparcialidade o impede de comparecer a eventos por eles organizados”.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, também não comparecerá.

Também neste domingo, Bolsonaro reclamou do prazo de dois dias dado por Alexandre de Moraes, presidente em exercício no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sexta-feira para que ele se manifeste em uma ação movida por partidos da oposição que acusam o chefe do Poder Executivo de incitar a violência e proferir discursos de ódio.

“Tá com a AGU. O cara sexta-feira dar 48 horas quer provocar. Não quer diálogo. Não quer solução. Como tem um vídeo dele falando que existe o gabinete do ódio. Queria que ele apontasse uma matéria que saiu do gabinete do ódio. Ele diz: “Ah. Se repetir, vamos cassar registro”. Parece que o espírito de Fidel Castro encarnou em alguém aqui no Brasil”, disse Bolsonaro a jornalistas.

“Não pode agir sob ameaça. Tem que agir de acordo com os autos. Ali ele faz seu julgamento, seus questionamentos, pede que a Polícia Federal investigue mais. Ele quer intimidar quem? O que ele está buscando? Ele está buscando a paz, a tranquilidade, a harmonia entre os poderes?”, questionou.

Na sexta-feira, logo após Moraes estabelecer o prazo de 48 horas para que Bolsonaro se manifestasse, o presidente foi às redes sociais e postou uma reportagem que falava sobre o prazo dado para que o mandatário se manifestasse. “Manifesto que sou contra”, ironizou Bolsonaro.



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