O que é hidrocefalia e como é feito o tratamento da doença?

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*Este texto foi escrito com base em informações de agências e autoridades sanitárias, hospitais e especialistas em saúde. Se você ou alguém que você conhece possui algum dos sintomas descritos aqui, nossa sugestão é que um médico seja procurado o quanto antes.

Nesta semana, uma piada capacitista feita pelo comediante Leo Lins teve diversas repercussões. Além de perder seu emprego no SBT, o comediante colocou em evidencia uma doença que necessita de acompanhamento contínuo e pode ter repercussão fatal caso não tratada: a hidrocefalia.

Caracterizada como o acúmulo de líquido cefalorraquidiano (LCR) no cérebro, que pode comprimir o órgão e causar lesões permanentes, a hidrocefalia pode ocorrer em qualquer idade, e tem diversas causas.

Hidrocefalia pode ocorrer em qualquer idade, e tem diversas causasFonte:  Shutterstock 

O acompanhamento é contínuo, e quando atinge crianças, é necessário acompanhamento por profissionais do Programa de Intervenção Precoce, do Sistema Único de Saúde (SUS), a fim de minimizar danos ao desenvolvimento dos pequenos. Saiba mais sobre a doença, suas causas, o diagnóstico e o tratamento.

O que causa hidrocefalia?

Dentro do nosso cérebro existem regiões chamadas de ventrículos, onde o LCR, mais conhecido como líquor, é produzido. Banhando todo nosso sistema nervoso central (SNC), que é composto pelo cérebro, cerebelo, tronco cerebral e medula espinhal, o líquido atua como:

  • Amortecedor contra impactos;
  • Faz a remoção de resíduos provenientes do metabolismo cerebral;
  • Atua como um regulador de pressão dentro do SNC;
  • Dá flutuabilidade para o cérebro.

Mas todas essas funções são prejudicadas quando há uma descompensação no funcionamento natural entre produção, movimentação e eliminação. Podem ser três os problemas que causam o acúmulo e mal funcionamento desse sistema:

  • Obstrução: Quando existe um impedimento, parcial ou total, de movimentação do líquor entre os ventrículos ou para outras regiões do SNC.
  • Falha na absorção: o LCR é absorvido pelos vasos sanguíneos na superfície cerebral, mas quando esses vasos são ineficientes nessa tarefa, o líquor acumula, causando inchaço nos ventrículos.
  • Excesso de produção: essa condição é menos comum. Os ventrículos produzem muito mais líquido do que o sistema consegue absorver.

Esse mau funcionamento pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum em adultos acima de 60 anos e em bebês. Pode ter como estopim, traumas cranianos, doenças infeciosas, tumores cerebrais, em decorrência de hemorragias cerebrais ocorridas após o nascimento, ou ser congênita, que é quando o bebê já nasce com um comprometimento no sistema de drenagem no cérebro.

Quais são os sinais de alerta para hidrocefalia?

Essa condição deve ser diagnostica e tratada o mais precocemente possível, pois o acúmulo de líquido gera uma pressão no tecido cerebral, que se não tratada, pode ser fatal, ou gerar leões irreversíveis.

Entre os sinais em sintomas em bebês temos:

  • Cabeça com circunferência muito superior ao esperado para a idade;
  • Rápido aumento da cabeça, após o nascimento;
  • Fontanela (moleira) com protuberância saliente no topo da cabeça;
  • Convulsões;
  • Olhos fixos para baixo;
  • Náusea e vômito;
  • Problemas no tônus muscular.

Além do inchaço, hidrocefalia causa deformação do crânioAlém do inchaço, hidrocefalia causa deformação do crânioFonte:  Wikimedia Commons – CDC 

Em crianças mais velhas, as queixas também incluem:

  • Visão turva e/ou visão dupla;
  • Dores de cabeça;
  • Perda de controle da bexiga, ou micção frequente;
  • Declínio em habilidades físicas e cognitivas;
  • Movimentos oculares anormais.

Em adultos, principalmente acima de 60 anos, é necessário um diagnóstico diferencial, pois os sintomas são muito próximos aos de demência, sendo: perda do controle urinário, perda de capacidades físicas e cognitivas, com andar arrastado, má coordenação, problemas de memória e no raciocínio.

Com são feitos diagnóstico e tratamento?

O diagnóstico é realizado através da observação dos sinais e sintomas, exames de imagem e coleta do líquor, para que a causa seja identificada, e o melhor tratamento seja prescrito.

As opções de tratamento variam de pessoa para pessoa, sendo necessário o uso de medicações para controle de sintomas, e na grande maioria dos casos, intervenção cirúrgica.

Entre os procedimentos mais comuns, está a implantação cirúrgica, por baixo da pele, de um tubo com válvula, chamado shunt, que comunica o terceiro ventrículo cerebral a outra região do corpo, sendo mais comum com peritônio.

A derivação também pode ser feita para a região do coraçãoA derivação também pode ser feita para a região do coraçãoFonte:  Wikimedia Commons 

Esse desvio proporciona a absorção do líquor, drenando o excesso de forma controlada, aliviando a pressão intracraniana, e evitando lesões no cérebro. Esse mecanismo deve ter acompanhamento contínuo para evitar possíveis obstruções, infecções e piora no quadro.

Além dos medicamentos e da cirurgia, pessoas com hidrocefalia devem manter tratamento com terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros profissionais, para manter, ou no caso das crianças, adquirir, habilidades para realizar as atividades necessárias para o dia-a-dia.

O acompanhamento para bebês e crianças é ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), através do Programa de Intervenção Precoce, que dá apoio às crianças e familiares.

Não há uma cura para a hidrocefalia, mas é possível realizar o controle com boa eficácia, diminuindo danos da doença, e fornecendo maior qualidade de vida.

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