Petróleo recua, com WTI abaixo de US$ 90 pela 1ª vez desde fevereiro | Finanças


O petróleo encerrou a sessão desta quinta-feira (4) mais uma vez em queda, com o investidor avaliando chances de uma recessão econômica, diante do aperto monetário dos bancos centrais em economias que já dão sinais de esfriamento.

Até aqui, a commodity vem sendo penalizada e já perde mais de 9% no acumulado dos últimos quatro dias. Com o recuo de hoje, os contratos para setembro do WTI, a referência americana, fecharam abaixo de US$ 90 o barril, algo visto pela última vez no início de fevereiro deste ano.

No fim da sessão desta quinta, os preços dos contratos do Brent, a referência global, para outubro terminaram o dia em queda de 2,75%, a US$ 94,12 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os preços dos contratos para setembro do WTI, a referência americana, caíram 2,34%, a US$ 88,54 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

O petróleo vem sendo penalizado diante da perspectiva de que aumentos mais rígidos nas taxas de juros afetem a atividade econômica e, por sua vez, a demanda por commodity. Edward Moya, analista sênior da Oanda, vê a fraqueza do preço do petróleo como limitada a partir daqui, “pois os investidores de energia sabem que a demanda da China por petróleo pode se recuperar em breve e que o lançamento da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR, na sigla em inglês) terminará no outono”. “Se os mercados de energia permanecerem no modo de demanda desanimadora e sombria, o petróleo poderá cair mais US$ 5, mas esse não deve ser o caso base”, afirmou.

Moya também pontuou a retomada da discussão de um acordo nuclear com o Irã em Viena, na Áustria, o que poderia liberar mais barris no mercado e reduzir a pressão no fornecimento. “Os investidores já assistiram a este filme antes, e ninguém começará a precificar barris extras de petróleo iraniano para chegar ao mercado antes do final do ano.”

— Foto: stock.xchng



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