Rishi Sunak mantém liderança na disputa para premiê britânico | Mundo


O ex-ministro das Finanças, Rishi Sunak, consolidou nesta quinta-feira (14) sua liderança sobre os rivais para se tornar o próximo primeiro-ministro britânico que irá substituir Boris Johnson. Ele havia ficado em primeiro lugar na primeira rodada da votação na quarta-feira (13).

Veja como ficou o placar da segunda rodada:

  • Rishi Sunak: 101 votos
  • Penny Mordaunt: 83 votos
  • Liz Truss: 64 votos
  • Kemi Badenoch: 49 votos
  • Tom Tugendhat: 32 votos
  • Suella Braverman: 27 votos

A procuradora-geral Suella Braverman foi eliminada por ficar com menos de 30 votos. Os outros 5 seguem na disputa e se enfrentam na terceira rodada que ocorrerá na segunda-feira (18). (Entenda no final desta reportagem como funciona a eleição de primeiro-ministro no Reino Unido).

Penny Mordaunt, secretária de comércio exterior, e da Liz Truss, ministra das Relações Exteriores, durante campanha para premiê do Reino Unido — Foto: Matt Dunham e Frank Augstein/AP

Sunak enfrenta a concorrência de Penny Mordaunt, secretária de comércio exterior, e da Liz Truss, ministra das Relações Exteriores, que lançou sua campanha oficial argumentando que ela era a única candidata com experiência para tomar as decisões difíceis necessárias.

Agora há cinco esperançosos, depois que a procuradora-geral do Brexit, Suella Braverman, foi eliminada da corrida por não conseguir alcançar o limite de 30 votos no segundo turno.

Quem conseguir o cargo assumirá uma inflação alta e um crescimento econômico baixo, bem como a falta de confiança do público após o conturbado período em que Johnson ficou poder.

Após o resultado de hoje, Sunak agradeceu a seus apoiadores, e disse no Twitter: “Estou preparado para dar tudo o que tenho a serviço de nossa nação. Juntos podemos restaurar a confiança, reconstruir nossa economia e reunir o país.”

Mais cedo, ele disse que sua prioridade econômica seria combater a alta inflação, não fazer os cortes de impostos prometidos por seus rivais.

Truss, a última a lançar sua campanha oficial, é a mais recente a também prometer restaurar a confiança na política.

“Farei campanha como conservadora e governarei como conservadora. Eu posso liderar, eu posso tomar decisões difíceis e eu posso fazer as coisas acontecerem. Estou pronta para ser primeira-ministra desde o primeiro dia”, disse Truss.

Perguntada por que não renunciou na semana passada, quando Johnson perde o apoio político, ela disse: “Sou uma pessoa leal. Sou leal a Boris Johnson.”

A terceira rodada ainda incluem o ex-ministro das igualdades, Kemi Badenoc, e o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento, Tom Tugendhat.

Se todos os candidatos chegarem à barreira dos 30 votos, aquele com menor número de votos será retirado.

Como funciona a eleição do primeiro-ministro

O líder do Partido Conservador, que tem maioria no parlamento britânico, também assume o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido.

São feitas diversas rodadas de votação entre os deputados conservadores. A cada uma delas, os menos votados são eliminados da disputa. Quando restam apenas dois candidatos, todos os membros do partido podem participar da escolha e os votos são enviados pelo correio.

As datas são definidas por um grupo chamado Comitê de 1922. Segundo o presidente do comitê, Graham Brady, o cronograma para definir o substituto de Boris Johnson ficou da seguinte forma:

  • 12 de julho: Os candidatos foram nomeados oficialmente neste dia. Eles precisam ter o apoio de pelo menos outros 20 deputados para participar da disputa.
  • 13 a 21 de julho: Rodadas iniciais de eleição. Os deputados do Partido Conservador votam em seus candidatos. Os menos votados são eliminados até restarem apenas dois concorrentes.
  • 21 de julho: O parlamento britânico entra em recesso.
  • Julho a setembro: A votação continua pelos correios, entre os dois candidatos finais. Nessa etapa, todos os membros do partido podem votar (são em torno de 180 mil pessoas).
  • 5 de setembro: É anunciado o vencedor da disputa, que se tornará o novo líder do Partido Conservador e o novo primeiro-ministro britânico.

Entenda os escândalos que levaram à queda de Boris Johnson



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